Preenchendo a lacuna no tratamento da epilepsia na África: um estudo randomizado

Uma abordagem inovadora para o tratamento da epilepsia está sendo avaliada na Nigéria em um esforço para minimizar as lacunas no tratamento.

“Oitenta por cento das crianças com epilepsia do mundo vivem em países de baixa e média renda e cerca de metade das crianças com epilepsia do mundo não são tratadas”, declara o Dr. Edwin Trevathan do Instituto Vanderbilt de Saúde Global (Vanderbilt Institute for Global Health) do Centro Médico da Universidade Vanderbilt (Vanderbilt University Medical Center), Nashville, Tennessee, EUA.

Para atender a essa necessidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o tratamento dos pacientes seja feito por agentes comunitários de saúde (ACS) em vez de médicos. Isso se baseou na experiência de tratamento de HIV/AIDS. No entanto, faltam dados que corroborem essa abordagem na epilepsia.

Com sede no norte da Nigéria, o projeto Preenchendo a lacuna no tratamento da epilepsia infantil na África (Bridging the Childhood Epilepsy Treatment Gap in Africa, BRIDGE) desenvolveu protocolos para dar suporte ao diagnóstico e tratamento da epilepsia. Os ACSs locais são treinados para fazer a triagem e diagnosticar pacientes, selecionar o tratamento e oferecer acompanhamento sob supervisão médica.