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A descontinuação precoce de medicamentos antiepilépticos não é inferior à descontinuação tardia em recém-nascidos

Um novo estudo sugere que a interrupção precoce da terapia com medicamentos antiepilépticos (antiepileptic drug, AED) gera resultados semelhantes aos da descontinuação tardia em recém-nascidos com crises sintomáticas agudas.

“A duração ideal da terapia com AED em recém-nascidos que apresentaram crises sintomáticas agudas não é clara”, declarou o Dr. Ramesh Konanki, do Hospital Infantil e Centro Perinatal Rainbow (Rainbow Children’s Hospital and Perinatal Centre) em Hyderabad, Índia. Ele observou que faltam dados prospectivos e, na prática, a duração da terapia pode ter variação ampla, de sete dias a seis meses após a alta hospitalar.

Por esse motivo, o Dr. Konanki e colegas realizaram um estudo randomizado de não inferioridade para determinar se a descontinuação precoce do tratamento com AED (no momento da alta hospitalar ou em até sete dias) não era inferior à descontinuação tardia (um a três meses após a alta).

Um total de 166 recém-nascidos a termo ou pré-termo tardios com crises sintomáticas agudas que necessitaram de AEDs foram aleatoriamente destinados à descontinuação precoce (n = 76) ou descontinuação tardia (n = 90). O desfecho primário foi a recorrência de crises em curto prazo (até 4 meses após a alta). Os desfechos secundários incluíram nova hospitalização, atraso no desenvolvimento e mortalidade.