Gradiente periventricular de neuroinflamação correlaciona-se com dano microestrutural em EM

Princípios

  • Pacientes com esclerose múltipla (EM) apresentam um gradiente periventricular de ativação de células imunes inatas e de dano microestrutural na substância branca associado (white matter, WM). Esse gradiente é maior em pacientes com doença em progressão.

Por que isso importa

  • Na EM, a lesão irreversível do sistema nervoso central leva à piora da incapacidade.

  • Evidências anteriores sugeriram que a proximidade ao líquido cefalorraquidiano (LCR) e citocinas pró-inflamatórias potencialmente derivadas do LCR predispõem a danos corticais, levando a um gradiente periventricular de danos microestruturais.

  • Através do estudo do mecanismo biológico subjacente à relação entre a proximidade do LCR e a lesão tecidual in vivo, a piora da incapacidade na EM pode ser melhor entendida e abordada.

    Evidências post-mortem indicam a participação de células micróglias ativadas.